A distinção entre sistemas simples, complicados e complexos — com os exemplos canónicos da receita de bolo, do envio de um foguetão à Lua e da educação de uma criança — foi formalizada por Sholom Glouberman e Brenda Zimmerman num relatório decisivo para a Comissão Romanow sobre o futuro do sistema de saúde canadiano: Complicated and Complex Systems: What Would Successful Reform of Medicare Look Like? (Commission on the Future of Health Care in Canada, 2002). A tese central é desconfortável e prática: confundir as três categorias é a origem mais comum de fracassos previsíveis nas reformas de saúde — porque a postura adequada a cada uma é radicalmente diferente.
Pense num problema concreto do seu serviço e responda às três perguntas. O esquema classifica-o.
Responda sim ou não a cada pergunta, pensando num problema concreto que tem em mãos.
1. A mesma intervenção produz sempre o mesmo resultado nas mesmas condições?
2. Especialistas competentes conseguem antecipar todas as consequências relevantes antes de agir?
3. O comportamento do sistema muda quando o tentamos medir ou intervir?