Triagem de decisões: clínica, organizacional ou mista?
Antes de decidir, convém perceber que tipo de decisão está à sua frente. Cada tipo exige uma postura diferente — e o erro mais comum é aplicar os reflexos clínicos a um problema que é, no essencial, organizacional. Responda às três perguntas e o resultado classifica a decisão.
Tipo A
Decisão clínica
Sujeito concreto, critérios técnicos, responsabilidade individualizada, feedback relativamente visível. Os reflexos clínicos funcionam bem.
Tipo B
Decisão organizacional
Sujeito coletivo, critérios múltiplos em conflito, causalidade difusa, feedback tardio. Exige postura mais lenta e deliberada.
Tipo A+B
Decisão mista
Tem superfície clínica mas consequências organizacionais. Particularmente perigosa porque parece mais simples do que é.
1
Quem é o sujeito principal desta decisão?
Um doente identificável
Um grupo de doentes ou o serviço
2
Que tipo de critérios dominam a decisão?
Predominantemente técnicos (clínicos)
Incluem custo, equidade, equipa, capacidade
3
Quando e como ficará visível o resultado desta decisão?
Rapidamente, de forma relativamente directa
Meses depois, misturado com outros factores
Regra de ouro
«Se está a decidir como decide em consulta, provavelmente está a decidir mal. As decisões clínicas e organizacionais exigem reflexos diferentes.»