Capítulo 15 · Esquema
Confirmar a compreensão na alta: teach-back
Princípio: a pergunta avalia a clareza da explicação da equipa, não a capacidade do doente.
Sequência na conversa de alta
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Explicar
Dar as instruções de alta
A equipa explica o que o doente deve fazer em casa, em linguagem simples e por partes.
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Pedir
Pedir que descreva, por palavras suas, o que vai fazer
Não basta perguntar «percebeu?». A resposta «sim» não mostra o que ficou entendido.
Uma forma de perguntar:Para termos a certeza de que explicámos bem, pode dizer-nos como vai tomar a medicação em casa?
A pergunta retoma o plano prescrito para este doente; não define um tratamento. -
Identificar
Ver onde há dúvidas ou lacunas
Se algo ficou por dizer ou foi mal entendido, a equipa reformula a explicação, de outra maneira.
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Confirmar de novo
Pedir outra vez ao doente que explique
Confirmar se a nova explicação ficou clara e se o doente sabe o que fazer.
Se ainda houver dúvidas, voltar a esclarecer: adaptar a explicação e perceber que apoio é necessário, sem transformar a conversa num teste ao doente.
O que a evidência permite dizer
Resultados encorajadores, mas sem garantia
A revisão sistemática de Oh e colaboradores analisou os reinternamentos aos 30 dias após educação na alta com teach-back.
Cinco estudos revistos (3 + 1 + 1)
- 3 estudos · insuficiência cardíaca
- 1 estudo · artroplastia total
- 1 estudo · revascularização miocárdica
Três dos cinco estudos entraram na análise conjunta, que favoreceu o teach-back em comparação com os cuidados habituais.
Limites
- Poucos estudos.
- Elevado risco de viés de selecção: os grupos comparados podiam diferir à partida em características que também influenciam o reinternamento.
À parte: telefonemas
A evidência sobre telefonemas isolados é heterogénea. Acrescentar uma chamada não garante menos reinternamentos, e isso é distinto do que esta revisão avaliou.
Fonte: Oh, E. G.; Lee, H. J.; Yang, Y. L.; Kim, Y. M. (2021). Effectiveness of Discharge Education With the Teach-Back Method on 30-Day Readmission: A Systematic Review. Journal of Patient Safety, 17(4), 305–310. DOI 10.1097/PTS.0000000000000596.