Continuidade de cuidados

Três dimensões lado a lado, que falham de maneiras diferentes

Dimensões descritas por Haggerty e colaboradores. Não são níveis: nenhuma substitui as outras.

Continuidade informacional, de gestão e relacional, ligadas ao percurso do doente

Informacional

O que se sabe e o que está pendente?

A informação relevante acompanha o doente.

Sinal a investigar: perguntas ou exames repetidos porque não se encontra informação anterior, e não por necessidade clínica.
De gestão

O plano é coerente?

Decisões compatíveis entre si ou mudanças explicadas; alguém acompanha os próximos passos.

Sinal a investigar: planos contraditórios, sem esclarecimento entre as equipas.
Relacional

Conhecem-me?

O doente conhece a equipa e sente-se conhecido por ela.

Sinal a investigar: falta uma pessoa ou equipa de referência que mantenha o acompanhamento. Mudar de profissional não implica, por si só, perder essa continuidade.
Percurso vivido pelo doente — as três dimensões reúnem-se numa só experiência

Nota: estruturar a passagem de cuidados tem custos de tempo e organização. Um reinternamento precoce pode justificar revisão, mas não prova, só por si, uma falha de continuidade.