Capítulo 10 · Estratégia em Saúde

As quatro armadilhas — onde a estratégia mais morre

Síntese prática: não é teoria nova — é o reverso de tudo o que vimos. Cada armadilha é o que acontece quando se ignora uma das ferramentas.

A maioria das estratégias não falha por má análise — falha por cair numa destas quatro armadilhas. Relembre-as; depois teste o olho no auto-diagnóstico, com cenários reais do SNS.

1 · Confundir plano com estratégia

Um documento cheio de metas e acções — mas sem uma única escolha ou renúncia. «Vamos melhorar tudo.»

Antídoto: aponte o que o serviço decidiu NÃO fazer. Se não há nada, não há estratégia.

↳ Esq. 1 e 7

2 · Imitar o líder

Copiar o centro vizinho ou a última moda de gestão: «eles fazem, nós também temos de fazer».

Antídoto: pergunte onde pode ser distinto — não como pode ser igual.

↳ Esq. 1 e 6

3 · Estratégia de gabinete

Desenhada sem ouvir o terreno nem envolver quem a executa — a resistência depois surpreende.

Antídoto: envolva cedo quem decide e quem faz. Teste a cadeia até ao doente.

↳ Esq. 4 e 10

4 · Não rever

Definida uma vez, emoldurada, nunca mais revista — enquanto o mundo lá fora muda.

Antídoto: reveja em ciclos. O plano é direcção, não profecia.

↳ Esq. 2 e 5

Auto-diagnóstico: que armadilha é esta?

1 / 8
—

Acertou

0 / 8

Reconhecer a armadilha em tempo real é metade do trabalho. A outra metade é ter a coragem de a corrigir.